quarta-feira, maio 10, 2006

Amores

A mágoa, a minha determinação de rumar noutros sentidos, de violar os céus azuis dos meus horizontes ainda por desbravar, numa ânsia de retorno à minha inconstância natural, à minha necessidade desmesurada de me dar e de receber em troca um afago breve, inefável.
Faltou-te coragem para viver esse projecto a dois.
Poucos dias bastaram para que o amor morresse.
As palavras, essas foram dardos cravados no meu ser mais doce, porque mais íntimo: gostar de mim como sou, com todas as marcas de pesadelo, com todos os traços de loucura, com todos os rumos de inconsciência.

2 comentários:

PaulaGourgel disse...

Sem palavras...
Não sei se prefiro a alegria exterior que transmites ou esse teu lado melódico...
Beijos doces.

JC disse...

Um dia, ainda me esforcei. Queria mesmo entender a mulher. As mulheres!
Com o tempo, caí na real...
Hoje, apenas observo...
e aprendo.
Nunca deixo de me surpreender!