quinta-feira, setembro 27, 2007

Final


Não voltaremos a roçar nos lábios
O beijo insuspeito
Que a tarde deixava em brasa
Ainda antes do crepúsculo

Não voltaremos a olhar nos olhos
O dizer-te amor
Que o tempo adivinhou
Na medida que não conteve

Não voltaremos a sonhar
O sono completo
Que os amantes conhecem
Entrelaçados de branco

quinta-feira, setembro 20, 2007


musgo

escorrendo água em regatos

assim os meus olhos

choram a ausência

da paixão que eu inventei

mas não escrevi

quarta-feira, setembro 05, 2007

Seminova


A noite fez surgir sóis nos teus dedos lunares
E de nocturna se violentou em apolínea:

- a tua língua incendiando
Brasas expectantes
Das sendas abertas pelo teus dedos
Sulcando os meus seios:

-desejos escaldantes
Anteprelúdios de galáxia

terça-feira, setembro 04, 2007

Poema portátil

O monitor na frente dos olhos
O poema urgente na ponta dos dedos
A raiva que não desvenda segredos
O mar que esconde escolhos
De nada adianta papel ou monitor
Teclado ou folha
Se a alma se não dispõe a denunciar-se
Livre na sua escolha
De desnudar-se
Em dor ou amor