Free Counter
domingo, setembro 09, 2007
quarta-feira, setembro 05, 2007
Seminova
terça-feira, setembro 04, 2007
Poema portátil
O monitor na frente dos olhos
O poema urgente na ponta dos dedos
A raiva que não desvenda segredos
O mar que esconde escolhos
De nada adianta papel ou monitor
Teclado ou folha
Se a alma se não dispõe a denunciar-se
Livre na sua escolha
De desnudar-se
Em dor ou amor
O poema urgente na ponta dos dedos
A raiva que não desvenda segredos
O mar que esconde escolhos
De nada adianta papel ou monitor
Teclado ou folha
Se a alma se não dispõe a denunciar-se
Livre na sua escolha
De desnudar-se
Em dor ou amor
sábado, agosto 25, 2007
Ribeira do Porto
Milheirais
terça-feira, julho 24, 2007
segunda-feira, julho 09, 2007
Pilhagem
quarta-feira, julho 04, 2007
Jantar a dois
Que me tome o homem
Que me olhe nos olhos
E mos cerre de prazer
Que me deite e me acenda
Com golpes de brasa
Na lareira do recolher
Que me derrube o homem
Que saiba que sou de comer
E o faça sem pudor
Passo a passo
Com dedos ou talher
Na toalha dum abraço
Que me olhe nos olhos
E mos cerre de prazer
Que me deite e me acenda
Com golpes de brasa
Na lareira do recolher
Que me derrube o homem
Que saiba que sou de comer
E o faça sem pudor
Passo a passo
Com dedos ou talher
Na toalha dum abraço
Frutos Proibidos
terça-feira, junho 12, 2007
Cumplicidade
De novo...a esperança
Trópico
sexta-feira, maio 25, 2007
Música
Choque de azul
Contra o suor da pele
Na noite desacordados
Devassados
Contratempo com tempo
De acordes combinados
Contra o suor da pele
Na noite desacordados
Devassados
Contratempo com tempo
De acordes combinados
segunda-feira, maio 21, 2007
domingo, maio 20, 2007
Chuva
domingo, abril 22, 2007
Apeadeiro

Inadvertidamente, sem pedir licença
Num dia de lúcido de projectos
Alguém separou as carruagens
Do meu comboio:
Numa ficou a minha bagagem;
na outra o meu eu conhecido.
(Não aquele que os outros pensam
que percebem
mas o que preenche o meu leito sem sono
descanso ou companhia).
Optei por agir correndo
buscar a bagagem
ao menos é concreta, palpável
e contém coisas úteis para a viagem.
Alguém separou as carruagens
Do meu comboio:
Numa ficou a minha bagagem;
na outra o meu eu conhecido.
(Não aquele que os outros pensam
que percebem
mas o que preenche o meu leito sem sono
descanso ou companhia).
Optei por agir correndo
buscar a bagagem
ao menos é concreta, palpável
e contém coisas úteis para a viagem.
domingo, abril 01, 2007
http://silencio.weblog.com.pt/images/eyes/VincentVanGogh-TheStarryNight(1889).GIFREALIZAÇÃO
Na alvorada em que me preencho
Surgem os ecos dos sonhos que não desejei.
De dia, o meu acto de ser agrilhoa-se numa nulidade absurda
Como se, impessoal e muda,
Não quisesse acontecer.
À noite concretizo-me
Prenhe no meu estado de glória
Sendo tudo e nada sendo
Coroada da majestade do sem céu
Meu reino sem ninguém
Desdém de crepúsculos
Ave
sexta-feira, março 23, 2007
Florbela Espanca in memoriam
Quero reter-te assim imaculado
Longe da sede dos meus braços,
Para que não sulques com os teus traços
Meu trilho ávido, almiscarado.
Por uma vez, fora do meu alcance,
Entre sóis, na face e risos de cor
Para que nos meus olhos com ardor,
Não vislumbres tristeza, de relance,
Porque em meu gesto é natural
Tocar o sol e o mar e o vento e o chão:
Melancolia louca, impessoal.
Em todo o fogo da minha paixão,
Quero tornar-me contigo imortal,
Ai, no leito da minha solidão!
Longe da sede dos meus braços,
Para que não sulques com os teus traços
Meu trilho ávido, almiscarado.
Por uma vez, fora do meu alcance,
Entre sóis, na face e risos de cor
Para que nos meus olhos com ardor,
Não vislumbres tristeza, de relance,
Porque em meu gesto é natural
Tocar o sol e o mar e o vento e o chão:
Melancolia louca, impessoal.
Em todo o fogo da minha paixão,
Quero tornar-me contigo imortal,
Ai, no leito da minha solidão!

CANTAR DE AMIGO
Meu amigo, ai, meu amado
Vem, ao romper da aurora
Matar-me de amor
Como um trovador
De outrora
Meu amigo, ai, meu amado
Depois seduz-me contigo
De um modo antigo
Fremente
Apaixonado
Meu amigo, ai, meu amado
Faz-me amor
Num leito qualquer
À hora de alva
Quando os pássaros se acordam
Meu amigo, ai, meu amado
Se assim nos aprouver
Mordamos o calor
Da boca nas palavras
Que se formam
Meu amigo, ai, meu amado
Vem, ao romper da aurora
Matar-me de amor
Como um trovador
De outrora
Meu amigo, ai, meu amado
Depois seduz-me contigo
De um modo antigo
Fremente
Apaixonado
Meu amigo, ai, meu amado
Faz-me amor
Num leito qualquer
À hora de alva
Quando os pássaros se acordam
Meu amigo, ai, meu amado
Se assim nos aprouver
Mordamos o calor
Da boca nas palavras
Que se formam
segunda-feira, março 19, 2007
Tenerife
domingo, março 11, 2007
A verdade das rosas

Quisera outrora no papel
de alguma forma vagamente lírica
com rosas dizer amor
o homem que amei
de alguma forma ligeiramente sentimental
não era de rosas autênticas
nem mesmo daquelas de fugazes odores
que se compram belas e logo se desfazem
ou se oferecem iconicamente
nas janelas dos computadores
Desde então suspendi a pena
para que o artificial não me enchesse do tédio
medianamente médio
das coisas vulgares
sexta-feira, março 09, 2007
Regresso

O vidro na vela
O espelho da tela
O reflexo rubro
Da ponta dos dedos
Segredos
Líquidos
A imagem do copo
No reflexo da tela
A voz do sangue
O seio que acalenta
Fremente de ter
O espelho da tela
O reflexo rubro
Da ponta dos dedos
Segredos
Líquidos
A imagem do copo
No reflexo da tela
A voz do sangue
O seio que acalenta
Fremente de ter
O dia de hoje
Futuro a não ser
Mel doce de canela
A noz acesa na vela
A cor que fascina
O universo sentido
Ilumina
O reflexo da chama
Intensa da vela
No calor da tela
Delíquios suspensos
No limiar do vinho
No esplendor da cor
A imagem do copo
No reflexo da vela
A mulher nua
Violada na tela
Futuro a não ser
Mel doce de canela
A noz acesa na vela
A cor que fascina
O universo sentido
Ilumina
O reflexo da chama
Intensa da vela
No calor da tela
Delíquios suspensos
No limiar do vinho
No esplendor da cor
A imagem do copo
No reflexo da vela
A mulher nua
Violada na tela
quinta-feira, janeiro 18, 2007
Fundação
Barco
terça-feira, janeiro 09, 2007
Saudades do Futuro
Miramar
Descanso
segunda-feira, dezembro 25, 2006
Código
Indecifrável
Como o mistério da esfinge
A luz irrompe da cinza
No seu ímpeto fosforescente
Ao incauto viajante
Assim surjo no caminho
Tantas vezes trilhado
Na ilusão do instante
Como o mistério da esfinge
A luz irrompe da cinza
No seu ímpeto fosforescente
Ao incauto viajante
Assim surjo no caminho
Tantas vezes trilhado
Na ilusão do instante
A Idade dos Porquês
Porque se penetra o desejo?
A indócil
Nitidez da inocência
Pergunta
Imperdoável pecado original
Morde a garganta
A boca sente
reflexos de velas
Cintilam as mãos
A indócil
Nitidez da inocência
Pergunta
Imperdoável pecado original
Morde a garganta
A boca sente
reflexos de velas
Cintilam as mãos
Chocolate com cereja
Mordes
O que desejas
Na lama
Meu corpo chocolate
mon chéri
A tua cereja entra na minha boca
E dela sai
Como no meu sexo
Não ta dou
Recuso
Suplicas
No escuro
Todas as cores sabores
Odores
Subjugam
Jogos furtivos de tão lascivos
Os enredos incandescem
Na lareira da casa
Onde o contorno do homem
Retém o momento
O que desejas
Na lama
Meu corpo chocolate
mon chéri
A tua cereja entra na minha boca
E dela sai
Como no meu sexo
Não ta dou
Recuso
Suplicas
No escuro
Todas as cores sabores
Odores
Subjugam
Jogos furtivos de tão lascivos
Os enredos incandescem
Na lareira da casa
Onde o contorno do homem
Retém o momento
De manhã o amor
A manhã assombrosamente clara
A tensão
Do fogo que me percorre
Suor
Ofegante
Do corpo
Que se move
Nos ínvios caminhos
Onde o mel escorre
Antes do sémen
Olhar cúmplice
Sinais devassados
Dádiva implacável
O peso teu corpo sobre o meu
O olhar que desviante se obliqua
Língua ávida
O núcleo do silêncio
O caos de sermos
Às vezes
Sente-se morrer
O gesto
Que da pedra irrompe
A boca sustém-na e não a diz
A mulher convoca os mortos
Nas encruzilhadas
A tensão
Do fogo que me percorre
Suor
Ofegante
Do corpo
Que se move
Nos ínvios caminhos
Onde o mel escorre
Antes do sémen
Olhar cúmplice
Sinais devassados
Dádiva implacável
O peso teu corpo sobre o meu
O olhar que desviante se obliqua
Língua ávida
O núcleo do silêncio
O caos de sermos
Às vezes
Sente-se morrer
O gesto
Que da pedra irrompe
A boca sustém-na e não a diz
A mulher convoca os mortos
Nas encruzilhadas
O Poema
A impaciência serena do poema
Destino-mar
Recebe
As sílabas
Conjugam-se
Despidas
Num dilema
Lascivas
Como num leito
Perfeito
Onde só os corpos
Se alheiam
Silêncio
Intransigente
De metáforas
Só a verdade
Não contingente
Se revela
A página
É reversível
Como o prazer.
A tinta
Negra no papel
Viola a brancura
Original
Vagabundo
O ser
Feito corcel
A galope
Destino-mar
Recebe
As sílabas
Conjugam-se
Despidas
Num dilema
Lascivas
Como num leito
Perfeito
Onde só os corpos
Se alheiam
Silêncio
Intransigente
De metáforas
Só a verdade
Não contingente
Se revela
A página
É reversível
Como o prazer.
A tinta
Negra no papel
Viola a brancura
Original
Vagabundo
O ser
Feito corcel
A galope
quarta-feira, dezembro 13, 2006
sexta-feira, outubro 27, 2006
Independência
Sempre aquela
Que se deseja
E não se tem
Sempre aquela
Que se aspira
E não se doma
Sempre aquela
Que se ama
E só a si pertence
Que se deseja
E não se tem
Sempre aquela
Que se aspira
E não se doma
Sempre aquela
Que se ama
E só a si pertence
segunda-feira, outubro 16, 2006
sexta-feira, outubro 13, 2006

o rosto dele mergulha-lhe na sofreguidão dos seios.
Sente-o primeiro, com o seu cabelo curto de menino, como se revivesse gestos antigos de ajeitar bocas, de indicar o caminho.
Depois aspira-lhe o perfume , o cheiro de que dele faz homem e nela desejo…
A pele, o corpo, o olhar que não se desvia, como se tudo aquilo fosse tão cristalino como o puro acto de nascer e abrir os olhos de espanto perante o mundo recém descoberto de se quererem, de se amarem, naquele quarto feito de amores interditos, agora seus, com os dedos dele a percorrerem os cabelos dela, a enovelarem-lhe os caracóis no rosto, o verde de encontro ao mel, a boca de encontro ao sexo.
domingo, julho 30, 2006
sexta-feira, julho 28, 2006
domingo, julho 23, 2006
Saudade
segunda-feira, julho 17, 2006
sábado, julho 15, 2006
Liberdade
terça-feira, julho 11, 2006
segunda-feira, julho 10, 2006
domingo, julho 09, 2006
Humanos
sexta-feira, julho 07, 2006
Platonismo
Subscrever:
Mensagens (Atom)

















%2520copie.jpg)

























