Que me tome o homem
Que me olhe nos olhos
E mos cerre de prazer
Que me deite e me acenda
Com golpes de brasa
Na lareira do recolher
Que me derrube o homem
Que saiba que sou de comer
E o faça sem pudor
Passo a passo
Com dedos ou talher
Na toalha dum abraço
quarta-feira, julho 04, 2007
Frutos Proibidos
terça-feira, junho 12, 2007
Cumplicidade
De novo...a esperança
Trópico
sexta-feira, maio 25, 2007
Música
Choque de azul
Contra o suor da pele
Na noite desacordados
Devassados
Contratempo com tempo
De acordes combinados
Contra o suor da pele
Na noite desacordados
Devassados
Contratempo com tempo
De acordes combinados
segunda-feira, maio 21, 2007
domingo, maio 20, 2007
Chuva
domingo, abril 22, 2007
Apeadeiro

Inadvertidamente, sem pedir licença
Num dia de lúcido de projectos
Alguém separou as carruagens
Do meu comboio:
Numa ficou a minha bagagem;
na outra o meu eu conhecido.
(Não aquele que os outros pensam
que percebem
mas o que preenche o meu leito sem sono
descanso ou companhia).
Optei por agir correndo
buscar a bagagem
ao menos é concreta, palpável
e contém coisas úteis para a viagem.
Alguém separou as carruagens
Do meu comboio:
Numa ficou a minha bagagem;
na outra o meu eu conhecido.
(Não aquele que os outros pensam
que percebem
mas o que preenche o meu leito sem sono
descanso ou companhia).
Optei por agir correndo
buscar a bagagem
ao menos é concreta, palpável
e contém coisas úteis para a viagem.
domingo, abril 01, 2007
http://silencio.weblog.com.pt/images/eyes/VincentVanGogh-TheStarryNight(1889).GIFREALIZAÇÃO
Na alvorada em que me preencho
Surgem os ecos dos sonhos que não desejei.
De dia, o meu acto de ser agrilhoa-se numa nulidade absurda
Como se, impessoal e muda,
Não quisesse acontecer.
À noite concretizo-me
Prenhe no meu estado de glória
Sendo tudo e nada sendo
Coroada da majestade do sem céu
Meu reino sem ninguém
Desdém de crepúsculos
Ave
sexta-feira, março 23, 2007
Florbela Espanca in memoriam
Quero reter-te assim imaculado
Longe da sede dos meus braços,
Para que não sulques com os teus traços
Meu trilho ávido, almiscarado.
Por uma vez, fora do meu alcance,
Entre sóis, na face e risos de cor
Para que nos meus olhos com ardor,
Não vislumbres tristeza, de relance,
Porque em meu gesto é natural
Tocar o sol e o mar e o vento e o chão:
Melancolia louca, impessoal.
Em todo o fogo da minha paixão,
Quero tornar-me contigo imortal,
Ai, no leito da minha solidão!
Longe da sede dos meus braços,
Para que não sulques com os teus traços
Meu trilho ávido, almiscarado.
Por uma vez, fora do meu alcance,
Entre sóis, na face e risos de cor
Para que nos meus olhos com ardor,
Não vislumbres tristeza, de relance,
Porque em meu gesto é natural
Tocar o sol e o mar e o vento e o chão:
Melancolia louca, impessoal.
Em todo o fogo da minha paixão,
Quero tornar-me contigo imortal,
Ai, no leito da minha solidão!

CANTAR DE AMIGO
Meu amigo, ai, meu amado
Vem, ao romper da aurora
Matar-me de amor
Como um trovador
De outrora
Meu amigo, ai, meu amado
Depois seduz-me contigo
De um modo antigo
Fremente
Apaixonado
Meu amigo, ai, meu amado
Faz-me amor
Num leito qualquer
À hora de alva
Quando os pássaros se acordam
Meu amigo, ai, meu amado
Se assim nos aprouver
Mordamos o calor
Da boca nas palavras
Que se formam
Meu amigo, ai, meu amado
Vem, ao romper da aurora
Matar-me de amor
Como um trovador
De outrora
Meu amigo, ai, meu amado
Depois seduz-me contigo
De um modo antigo
Fremente
Apaixonado
Meu amigo, ai, meu amado
Faz-me amor
Num leito qualquer
À hora de alva
Quando os pássaros se acordam
Meu amigo, ai, meu amado
Se assim nos aprouver
Mordamos o calor
Da boca nas palavras
Que se formam
segunda-feira, março 19, 2007
Tenerife
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